FCecon reúne-se com gestores dos municípios do Baixo Amazonas
A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), reuniu-se, nesta segunda-feira (30/03), com os representantes da Comissão Intergestora Regional do Baixo Amazonas (CIR/BAM) para debater o fluxo de atendimento de pacientes oncológicos. A reunião contou com profissionais de saúde e gestores de Parintins, Nhamundá, Maués e Barreirinha.
Conforme o diretor-presidente da FCecon, Gerson Mourão, o encontro serviu para sanar dúvidas sobre o fluxo de atendimento de pacientes oriundos do interior do Amazonas, como a abertura de prontuários, agendamento de consultas, atendimentos emergenciais, deslocamento para consulta na capital, dentre outros. Ele explicou, também, que foi possível ouvir as demandas dos representantes dos municípios, os quais estão na ponta e lidam diretamente com os munícipes.
Conforme a coordenadora de Saúde do Baixo Amazonas, Ryanne da Silva Lavor, a reunião surgiu a partir de questionamentos dos pacientes, que não compreendiam o fluxo, uma vez que havia desencontro de informações. Ela explicou que entender o fluxo é importante para definir o deslocamento dos pacientes para a capital, uma vez que dependem de transporte fluvial. “A reunião foi importante porque conseguimos sanar dúvidas e as informações serão repassadas aos munícipes”, destacou.
Centro de diagnóstico
Durante a reunião, Mourão destacou a necessidade de implantação de um centro de diagnóstico e estadiamento no município de Tefé (distante 523 km da capital), o qual seria o primeiro do Amazonas. “O centro funcionária como modelo para os outros municípios, onde seria possível determinar a localização, a extensão no corpo do paciente, avaliar o tamanho e se o tumor se espalhou para outros órgãos”, pontuou.
De acordo com Mourão, com as informações sobre o estadiamento, quando o paciente fosse encaminhado para Manaus, ao chegar na FCecon, o médico já teria em mãos as informações necessárias para estabelecer o tipo de tratamento – cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico –, podendo iniciar o tratamento mais rapidamente.
Fluxo de atendimento
A gerente do Ambulatório, Maura Negreiros, informou que a unidade hospitalar admite somente usuários com diagnóstico confirmado para câncer por meio de laudo de biópsia. Segundo ela, existes algumas exceções que precisam ser observadas, as quais serão analisadas pelo setor de Triagem Ambulatorial.
“Tumores do sistema nervoso central, neoplasias pancreática, renal, de origem ovariana e trofoblástica, tumores de testículo, retroperitoneais, e de fígado com alfafetoproteina maior que 200ng/ml, além de tumor de próstata com PSA igual ou maior que 200ng/ml, é possível abrir prontuário com exame de imagem que aponte a suspeita de câncer”, explicou Negreiros e acrescentou que para casos de câncer de mama, é necessário ainda o laudo de imunohistoquímica.
A reunião contou com a participação dos gerentes do Serviço de Atendimento Médico e Estatístico, Tereza Cristina Ferreira, e da Urgência e Emergência, Emanuel Pires.
Texto e fotos: Luís Mansueto/FCecon