O Programa de Residência Médica da Fundação Centro Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), tem contribuído com a melhoria da assistência oncológica na unidade e agilidade nos serviços oferecidos. Foi o que apontou o relatório de gestão da unidade hospitalar, que é referência na região Norte no tratamento de neoplasias.
De acordo com Kátia Luz Torres,  diretora do Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP/FCecon), ao qual o programa está vinculado, a residência médica tem produzido impacto direto no serviço de atendimento, porque as equipes técnicas – médicos e auxiliares – estão sempre se atualizando sobre os melhores procedimentos dentro das áreas oferecidas pela Fundação – Cancerologia Cirúrgica, Cirúrgica de Cabeça e Pescoço, Mastologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem e Anestesiologia.

 

“A demanda do hospital é muita específica. Recebemos pacientes de diferentes estados e países vizinhos, que precisam de tratamento diferenciado, que oportunizam um verdadeiro processo de aprendizagem aos médicos residentes. Estamos atingindo os objetivos, mas ainda há desafios a serem superados. Vale destacar que muitos dos profissionais residentes acabam sendo incorporados ao corpo clínico do hospital, assim reforçando a equipe de atendimento”, lembrou Kátia Torres.
Formação local – Conforme a diretora-presidente da FCecon, a engenheira biomédica Ana Paula Lemes, o objetivo da residência médica é ampliar as áreas de especialização em oncologia no Estado. Com isso, será possível oferecer aos médicos locais capacitação sem a necessidade de que eles se desloquem para outros centros urbanos.

 

“A FCecon é um hospital de alta complexidade. Então, aqui é possível formar profissionais em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde – SUS”, destacou.
Credenciamento – Segundo a coordenadora do DEP, enfermeira Júlia Mônica Benevides, a residência médica vem ao encontro da proposta da unidade hospitalar de se credenciar junto aos Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS) como hospital-escola. Ela ressalta que o programa contribui com o fortalecimento do serviço de assistência ao paciente, uma vez que a proposta pedagógica engloba a parte assistencial, sanitária, saúde pública e o ensino e pesquisa.

“A residência médica existe no país há mais de 50 anos. Na FCecon, o programa é realizado há 14 anos por meio de uma parceria das Comissões Estadual (Cermam) e a da própria Fundação (Coreme). Por meio do programa, são formados médicos que proporcionam ao paciente um atendimento mais humanístico. Os médicos também são incentivados a produzir cientificamente e publicar os trabalhos em revistas científicas nacionais e internacionais, colocando, assim, a Fundação em evidência nacional”, observou.
As vagas são disponibilizadas, anualmente, por meio de edital público e o médico permanece no hospital entre dois e três anos, conforme a área escolhida.

 

Formação – Desde sua criação – em 2004 – o programa formou 36 especialistas em oncologia em diferentes áreas e hoje conta 18 residentes. É o caso do cirurgião Antônio Cosme Carvalho Neto, 45 anos, que há dois anos faz residência no serviço de Mastologia. Formado em medicina pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o médico contou que escolheu especializar-me em Mastologia Oncológica, porque sempre teve o desejo de ajudar as pessoas acometidas por câncer.

“Escolhi a FCecon por ser referência em tratamento de neoplasias de mama, além de ter os melhores profissionais em sua área de atuação. O hospital oferece uma boa estrutura para os residentes”, afirmou Antônio Cosme Carvalho.

Residente do serviço de Radiologia há um ano, o médico Sildomar Queiroz e Silva, 28 anos, explicou que optou pela residência nessa área por ter se identificado pelo serviço de diagnóstico por imagem. “Sempre gostei de tecnologia e de fenômenos físicos. Vi que a análise por imagem se encaixa em meu interesse. Pretendo moldar minha vida profissional nessa área”, pontuou.
Sildomar Queiroz

A motivação para fazer residência na FCecon, conforme Sildomar Queiroz, é porque a unidade hospitalar é a única do Amazonas e a segunda da região Norte a oferecer especialização médica em Radiologia.